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27/08/12 - Obras do Cascavel duram 20 anos

A Marginal Cascavel, região oeste de Goiânia, começou a ser construída há pelo menos 20 anos, mas durante essas duas décadas apenas um trecho de pouco mais de um quilômetro

Fonte: Jornal O Hoje

 A Marginal Cascavel, região oeste de Goiânia, começou a ser construída há pelo menos 20 anos, mas durante essas duas décadas apenas um trecho de pouco mais de um quilômetro, que liga a Avenida Castelo Branco, em Campinas, até a Avenida T-2, na Vila Boa Sorte, recebeu asfalto. Mesmo assim, o trânsito nas imediações continua congestionado, pois a pista da marginal está ociosa por falta de passagens sob as pontes.


Foram quase sete administrações municipais diferentes, mas pouca coisa mudou. Problemas administrativos e judiciais emperraram a obra, que foi planejada para desafogar o tráfego de veículos nas ruas vizinhas.


O diretor do departamento de fiscalização da Agência Municipal de Obras (Amob), Leandro Wassi Helou, esclarece que existem três contratos referentes a obras da marginal. “Dois eram da Delta Construções S.A. e outro ainda está em fase de licitação.”


Delta

Os contratos com a Delta foram suspensos pelo prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, após o nome do ex-diretor da empresa, Cláudio Abreu, ser divulgado como um dos integrantes do esquema de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso durante a Operação Monte Carlo, desencadeada pela Polícia Federal (PF).


Antes de ser efetivada a suspensão dos contratos, as obras já haviam sido paralisadas. As máquinas pararam de trabalhar em novembro de 2011, devido ao período chuvoso. Mas quem observa o local percebe um canteiro de obras abandonado próximo de gigantes erosões. Leandro Helou, no entanto, defende que não há qualquer erosão que provoque riscos: “Onde tinha foi feito serviço emergencial de contenção.”


Segundo o departamento jurídico da Amob, o contrato com a empresa Delta, relativo às obras entre a Avenida T-2 e Avenida T-9, venceu no mês de maio deste ano. Informou ainda que a prefeitura está providenciando uma nova licitação para dar prosseguimento às obras. Já o processo licitatório para o início das obras do trecho dois – Avenida Castelo Branco até Avenida Leste Oeste – deve ser concluído até o final do ano. “A obra, propriamente dita será iniciada em abril do ano que vem”, garante o diretor. O novo trecho ligará a Avenida T-2 à Avenida dos Alpes, onde serão feitas canalização do córrego, abertura de pista e a construção de duas pontes sob a Avenida dos Alpes.


Imbróglio 
Antes da Delta assumir as obras, outro imbróglio travou o seu início. Ainda em 2010, a Delta entrou com uma ação judicial contestando a licitação. Os diretores da construtora entenderam que a empresa vencedora do processo não preenchia os requisitos exigidos pelo edital. O início da obra foi paralisado para aguardar uma decisão final da Justiça. E a decisão, com base na Lei de Licitações, forçou a administração municipal a registrar a Delta como vencedora. Mas as obras não começaram até que a justiça divulgasse limar favorável a empresa recorrente, ao final de 2010.


Impasse judicial referente à desocupação também estão entre os obstáculos. Há três anos proprietários de estabelecimentos comerciais que terão de ser desocupados brigam na Justiça, pois não aceitaram os valores propostos pelo município. “O maior problema é de um imóvel comercial”, esclareceu Helou. (Fonte: O Hoje)



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Obras do Cascavel duram 20 anos

A Marginal Cascavel, região oeste de Goiânia, começou a ser construída há pelo menos 20 anos, mas durante essas duas décadas apenas um trecho de pouco mais de um quilômetro

Por Jornal O Hoje

 A Marginal Cascavel, região oeste de Goiânia, começou a ser construída há pelo menos 20 anos, mas durante essas duas décadas apenas um trecho de pouco mais de um quilômetro, que liga a Avenida Castelo Branco, em Campinas, até a Avenida T-2, na Vila Boa Sorte, recebeu asfalto. Mesmo assim, o trânsito nas imediações continua congestionado, pois a pista da marginal está ociosa por falta de passagens sob as pontes.


Foram quase sete administrações municipais diferentes, mas pouca coisa mudou. Problemas administrativos e judiciais emperraram a obra, que foi planejada para desafogar o tráfego de veículos nas ruas vizinhas.


O diretor do departamento de fiscalização da Agência Municipal de Obras (Amob), Leandro Wassi Helou, esclarece que existem três contratos referentes a obras da marginal. “Dois eram da Delta Construções S.A. e outro ainda está em fase de licitação.”


Delta

Os contratos com a Delta foram suspensos pelo prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, após o nome do ex-diretor da empresa, Cláudio Abreu, ser divulgado como um dos integrantes do esquema de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso durante a Operação Monte Carlo, desencadeada pela Polícia Federal (PF).


Antes de ser efetivada a suspensão dos contratos, as obras já haviam sido paralisadas. As máquinas pararam de trabalhar em novembro de 2011, devido ao período chuvoso. Mas quem observa o local percebe um canteiro de obras abandonado próximo de gigantes erosões. Leandro Helou, no entanto, defende que não há qualquer erosão que provoque riscos: “Onde tinha foi feito serviço emergencial de contenção.”


Segundo o departamento jurídico da Amob, o contrato com a empresa Delta, relativo às obras entre a Avenida T-2 e Avenida T-9, venceu no mês de maio deste ano. Informou ainda que a prefeitura está providenciando uma nova licitação para dar prosseguimento às obras. Já o processo licitatório para o início das obras do trecho dois – Avenida Castelo Branco até Avenida Leste Oeste – deve ser concluído até o final do ano. “A obra, propriamente dita será iniciada em abril do ano que vem”, garante o diretor. O novo trecho ligará a Avenida T-2 à Avenida dos Alpes, onde serão feitas canalização do córrego, abertura de pista e a construção de duas pontes sob a Avenida dos Alpes.


Imbróglio 
Antes da Delta assumir as obras, outro imbróglio travou o seu início. Ainda em 2010, a Delta entrou com uma ação judicial contestando a licitação. Os diretores da construtora entenderam que a empresa vencedora do processo não preenchia os requisitos exigidos pelo edital. O início da obra foi paralisado para aguardar uma decisão final da Justiça. E a decisão, com base na Lei de Licitações, forçou a administração municipal a registrar a Delta como vencedora. Mas as obras não começaram até que a justiça divulgasse limar favorável a empresa recorrente, ao final de 2010.


Impasse judicial referente à desocupação também estão entre os obstáculos. Há três anos proprietários de estabelecimentos comerciais que terão de ser desocupados brigam na Justiça, pois não aceitaram os valores propostos pelo município. “O maior problema é de um imóvel comercial”, esclareceu Helou. (Fonte: O Hoje)

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