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29/03/11 - Enchente isola moradores da Vila Maria Rosa

Fonte: Jornal O Popular

As chuvas em excesso ocorridas em Goiânia nas últimas semanas têm causado transtornos a sete famílias que residem na Rua Rosângela da Silva Nunes, na Vila Maria Rosa, na Região Norte da capital. Este grupo de pessoas está praticamente ilhado em suas casas. Há mais de um mês, conforme relatos dos moradores, a região está alagada e interditada ao tráfego de veículos. A água empossada em grande extensão leva sujeira para as residências e risco de doenças graves.


A Vila Maria Rosa está localizada aos fundos do Rio Meia Ponte, numa área entre a GO-080 e a BR-153. Apesar de o local ser extremamente baixo e próximo ao rio, o bairro é regularizado pela Prefeitura de Goiânia. Todos os anos, a área é atingida por enchentes. A persistência do alagamento em 2011 e a falta de solução efetiva para o problema têm deixado os moradores indignados.


"Compramos o lote com dignidade e pagamos nossos impostos. É inconcebível viver nestas condições", desabafa a dona de casa Maria das Graças Torquato de Castro, de 60 anos, que mora há três décadas no bairro. Ela assegura que nenhuma outra inundação foi tão demorada quanto a deste ano. Na avaliação dela, a persistência da enxurrada é resultado das ações da Saneamento de Goiás S.A. (Saneago) na Barragem do João Leite. O mesmo entendimento tem a dona de casa Cleusa maria Pereira da silva, de 59 anos. "Essa aguaceira acaba com o carro e traz doenças para a gente como a dengue e a leptospirose", acentua, enfatizando que o problema se tornou mais grave depois da Barragem do João Leite. Para Luceleida Silva Damasceno, de 42 anos, a enchente tem levado-a ao isolamento. Deficiente física em função de paralisia infantil, Lucileida teve de abandonar a fisioterapia no Centro de Reabilitação e Readaptação Henrique Santillo (Crer). "A ambulância não entra aqui e não consigo me locomover na água com a cadeira de rodas."


A Assessoria de Comunicação da Saneago disse que o alagamento não tem relação com a Barragem do João Leite. O fenômeno seria causado pela chuva. Marcos Abrahão Monteiro de Paiva, da Defesa Civil, diz que as famílias já foram convidadas deixar o local, mas não aceitaram.



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Enchente isola moradores da Vila Maria Rosa



Por Jornal O Popular

As chuvas em excesso ocorridas em Goiânia nas últimas semanas têm causado transtornos a sete famílias que residem na Rua Rosângela da Silva Nunes, na Vila Maria Rosa, na Região Norte da capital. Este grupo de pessoas está praticamente ilhado em suas casas. Há mais de um mês, conforme relatos dos moradores, a região está alagada e interditada ao tráfego de veículos. A água empossada em grande extensão leva sujeira para as residências e risco de doenças graves.


A Vila Maria Rosa está localizada aos fundos do Rio Meia Ponte, numa área entre a GO-080 e a BR-153. Apesar de o local ser extremamente baixo e próximo ao rio, o bairro é regularizado pela Prefeitura de Goiânia. Todos os anos, a área é atingida por enchentes. A persistência do alagamento em 2011 e a falta de solução efetiva para o problema têm deixado os moradores indignados.


"Compramos o lote com dignidade e pagamos nossos impostos. É inconcebível viver nestas condições", desabafa a dona de casa Maria das Graças Torquato de Castro, de 60 anos, que mora há três décadas no bairro. Ela assegura que nenhuma outra inundação foi tão demorada quanto a deste ano. Na avaliação dela, a persistência da enxurrada é resultado das ações da Saneamento de Goiás S.A. (Saneago) na Barragem do João Leite. O mesmo entendimento tem a dona de casa Cleusa maria Pereira da silva, de 59 anos. "Essa aguaceira acaba com o carro e traz doenças para a gente como a dengue e a leptospirose", acentua, enfatizando que o problema se tornou mais grave depois da Barragem do João Leite. Para Luceleida Silva Damasceno, de 42 anos, a enchente tem levado-a ao isolamento. Deficiente física em função de paralisia infantil, Lucileida teve de abandonar a fisioterapia no Centro de Reabilitação e Readaptação Henrique Santillo (Crer). "A ambulância não entra aqui e não consigo me locomover na água com a cadeira de rodas."


A Assessoria de Comunicação da Saneago disse que o alagamento não tem relação com a Barragem do João Leite. O fenômeno seria causado pela chuva. Marcos Abrahão Monteiro de Paiva, da Defesa Civil, diz que as famílias já foram convidadas deixar o local, mas não aceitaram.

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