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11/01/11 - Mais uma estatistica negativa para nosso rio Meia Ponte

Mais uma vez, para tristeza de nós goianos, o rio Meia Ponte figura na lista dos rios mais poluídos do Brasil.

Fonte: MeiaPonte.Org

Quase 2 anos depois de uma relatório da Agência Nacional da Águas (ANA) atestar que a qualidade das águas do rio Meia Ponte na região metropolitana de Goiânia é péssima, a Fundação SOS Mata Atlântica confirma os dados da agência e classifica as águas do rio como ruim. Em ambos os casos o Meia Ponte foi comparado ao rio Tietê de São Paulo.

As avaliações realizadas pela fundação têm por objetivo checar a qualidade da água dos rios, córregos, lagos e outros corpos d’água nas cidades por onde passa o projeto e, desta forma, alertar a população sobre a real situação do local onde vive.

A classificação da qualidade das águas se deu em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos). Os níveis de pontuação são compostos pelo Índice de Qualidade da Água (IQA), padrão definido no Brasil por Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA). Como era de se esperar, o rio Meia Ponte obteve meros 25 pontos.

As piores avaliações do rio se deram nos quesitos lixo flutuante ou acumulado nas margens, cheiro, considerado fétido ou de ovo podre, quantidade de sedimentos, presença de coliformes fecais ou termotolerantes, fosfatos e oxigênio dissolvido.

Apesar de um termo de ajustamento de conduta (TAC) ter sido assinado entre Saneago, Ministério Público (MP) e Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA), que prevê a coleta e tratamento de 100% do esgoto que chega até o rio, ainda não é possível notar nenhuma melhora na qualidade de suas águas desde esse acordo. Ainda existem vários pontos de lançamento de esgoto in natura no rio direcionados pela própria Saneago. O esgoto clandestino está longe de ser erradicado, pois a fiscalização é insuficiente, e mesmo que o infrator seja pego, a punição é praticamente inexistente, visto que o número de reincidências é enorme. A ETE Dr. Hélio Seixo de Brito inaugurada em 2004 que prometia ser a salvação do rio, só faz o tratamento primário do esgoto, sendo que praticamente metade da carga orgânica retorna ao rio e continua contribuindo com seu alto grau de poluição. É necessária no mínimo a segunda etapa do tratamento,  que elimina mais de 90% da matéria orgânica, além da coleta e tratamento de todo o esgoto da capital e região metropolitana.

O rio Meia Ponte nasce nos municípios de Taquaral e Itauçu e percorre cerca de 471 Km antes de desaguar no rio Paranaíba no município de Cachoeira Dourada. Goiânia é o município da bacia que mais depende de suas águas, sendo que quase 50% de sua população tem água que sai das torneiras proveniente do rio Meia Ponte. Durante todo o seu percuso pela cidade o rio sofre todos os tipo de degradações, tornando suas águas impróprias para os mais diversos fins por mais de 100 Km, apresentando melhora de seu IQA apenas na usina de Rochedo, onde segue seu percurso e nos presenteia com belezas pouco conhecidas do Goianiense.



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http://www.meiaponte.org/expedicoes/2010/09/23/O+RIO+MEIA+PONTE+DEPOIS+DE+GOIANIA..html







 

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Mais uma estatistica negativa para nosso rio Meia Ponte

Mais uma vez, para tristeza de nós goianos, o rio Meia Ponte figura na lista dos rios mais poluídos do Brasil.

Por MeiaPonte.Org

Quase 2 anos depois de uma relatório da Agência Nacional da Águas (ANA) atestar que a qualidade das águas do rio Meia Ponte na região metropolitana de Goiânia é péssima, a Fundação SOS Mata Atlântica confirma os dados da agência e classifica as águas do rio como ruim. Em ambos os casos o Meia Ponte foi comparado ao rio Tietê de São Paulo.

As avaliações realizadas pela fundação têm por objetivo checar a qualidade da água dos rios, córregos, lagos e outros corpos d’água nas cidades por onde passa o projeto e, desta forma, alertar a população sobre a real situação do local onde vive.

A classificação da qualidade das águas se deu em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos). Os níveis de pontuação são compostos pelo Índice de Qualidade da Água (IQA), padrão definido no Brasil por Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA). Como era de se esperar, o rio Meia Ponte obteve meros 25 pontos.

As piores avaliações do rio se deram nos quesitos lixo flutuante ou acumulado nas margens, cheiro, considerado fétido ou de ovo podre, quantidade de sedimentos, presença de coliformes fecais ou termotolerantes, fosfatos e oxigênio dissolvido.

Apesar de um termo de ajustamento de conduta (TAC) ter sido assinado entre Saneago, Ministério Público (MP) e Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA), que prevê a coleta e tratamento de 100% do esgoto que chega até o rio, ainda não é possível notar nenhuma melhora na qualidade de suas águas desde esse acordo. Ainda existem vários pontos de lançamento de esgoto in natura no rio direcionados pela própria Saneago. O esgoto clandestino está longe de ser erradicado, pois a fiscalização é insuficiente, e mesmo que o infrator seja pego, a punição é praticamente inexistente, visto que o número de reincidências é enorme. A ETE Dr. Hélio Seixo de Brito inaugurada em 2004 que prometia ser a salvação do rio, só faz o tratamento primário do esgoto, sendo que praticamente metade da carga orgânica retorna ao rio e continua contribuindo com seu alto grau de poluição. É necessária no mínimo a segunda etapa do tratamento,  que elimina mais de 90% da matéria orgânica, além da coleta e tratamento de todo o esgoto da capital e região metropolitana.

O rio Meia Ponte nasce nos municípios de Taquaral e Itauçu e percorre cerca de 471 Km antes de desaguar no rio Paranaíba no município de Cachoeira Dourada. Goiânia é o município da bacia que mais depende de suas águas, sendo que quase 50% de sua população tem água que sai das torneiras proveniente do rio Meia Ponte. Durante todo o seu percuso pela cidade o rio sofre todos os tipo de degradações, tornando suas águas impróprias para os mais diversos fins por mais de 100 Km, apresentando melhora de seu IQA apenas na usina de Rochedo, onde segue seu percurso e nos presenteia com belezas pouco conhecidas do Goianiense.



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