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28/10/10 - Amma investiga causa da mortandade de peixes

Grande quantidade de piaus e tilápias foi encontrada no córrego cascavel entre a Vila Ana Maria e o Setor São José

Fonte: O Popular

Wanessa Rodrigues

A Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) investiga possível contaminação das águas do Córrego Cascavel, em Goiânia. Na tarde de terça-feira, foram encontrados inúmeros peixes mortos no trecho do córrego entre a Vila Ana Maria e Setor São José, na Região de Campinas.
Técnicos da Amma realizaram ontem monitoramento em parte da extensão do córrego para verificar em qual ponto os peixes começaram a morrer. Foram colhidas amostras de água e, segundo a assessoria de imprensa do órgão, o resultado da análise será divulgado o mais rapidamente possível.
Ontem pela manhã, ainda era possível ver peixes, entre eles lambaris e tilápias, mortos embaixo da ponte Missionários Redentores, localizada na Avenida Leste-Oeste. Moradores da região, acostumados a ver cardumes passarem pelo local, ficaram preocupados com a situação. "A água ficou branquinha de tanto peixe morto", conta o comerciante Nilson Moreira, de 47 anos.
Morador da Vila Ana Maria há mais de 40 anos, Nilson relata que os peixes começaram a parecer mortos por volta das 18 horas de terça-feira. Segundo ele, desde que o lançamento de esgoto no Córrego Cascavel foi interceptado, em 2004 com a inauguração da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Goiânia, as águas ficaram mais limpas e algumas pessoas passaram até a pescar no local.
"E, agora, vemos esse desrespeito com o meio ambiente", observa. Nilson acredita que a morte dos peixes possa ter sido causada por algum resíduo despejado de forma irregular nas águas do córrego.
Poluição Assim como ele, o empresário Rogério Azara, 32, morador do Setor São José, observa que o desrespeito ao meio ambiente provavelmente está ligado à morte dos peixes. "Principalmente porque na área estão localizadas indústrias, que jogam produtos no córrego, poluindo as águas", diz.
Rogério, que nasceu no Setor São José, foi um do primeiros moradores a avistar os peixes parados embaixo da ponte Missionários Redentores. Ele diz que esta foi a primeira vez que tantos peixes apareceram mortos na área. Segundo conta, centenas deles ficaram parados à margem do córrego.
Próximo à área onde foram encontrados os peixes mortos, os moradores também convivem com outros problemas ambientais. Às margens do Córrego Cascavel, é possível encontrar todo tipo de lixo, o que tem ocasionado mau cheiro na região.
O comerciante Nilson Moreira conta que já flagrou pessoas jogando lixo no córrego inclusive animais mortos. "Nós (os moradores) tentamos impedir que situações como esta aconteçam, mas as pessoas ainda não têm a consciência de que esse tipo de ação é prejudicial", declara.
A Amma informa que equipes da Gerência de Educação Ambiental do órgão fazem, todos os meses, trabalho de conscientização com a população da região, com ações voltadas principalmente às escolas. Quanto ao lixo, esclarece que, quando não é identificado o autor do dano, o próprio órgão, em parceria com a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), faz a retirada do lixo. A população pode denunciar pelo telefone 161.
 

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Amma investiga causa da mortandade de peixes

Grande quantidade de piaus e tilápias foi encontrada no córrego cascavel entre a Vila Ana Maria e o Setor São José

Por O Popular

Wanessa Rodrigues

A Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) investiga possível contaminação das águas do Córrego Cascavel, em Goiânia. Na tarde de terça-feira, foram encontrados inúmeros peixes mortos no trecho do córrego entre a Vila Ana Maria e Setor São José, na Região de Campinas.
Técnicos da Amma realizaram ontem monitoramento em parte da extensão do córrego para verificar em qual ponto os peixes começaram a morrer. Foram colhidas amostras de água e, segundo a assessoria de imprensa do órgão, o resultado da análise será divulgado o mais rapidamente possível.
Ontem pela manhã, ainda era possível ver peixes, entre eles lambaris e tilápias, mortos embaixo da ponte Missionários Redentores, localizada na Avenida Leste-Oeste. Moradores da região, acostumados a ver cardumes passarem pelo local, ficaram preocupados com a situação. "A água ficou branquinha de tanto peixe morto", conta o comerciante Nilson Moreira, de 47 anos.
Morador da Vila Ana Maria há mais de 40 anos, Nilson relata que os peixes começaram a parecer mortos por volta das 18 horas de terça-feira. Segundo ele, desde que o lançamento de esgoto no Córrego Cascavel foi interceptado, em 2004 com a inauguração da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Goiânia, as águas ficaram mais limpas e algumas pessoas passaram até a pescar no local.
"E, agora, vemos esse desrespeito com o meio ambiente", observa. Nilson acredita que a morte dos peixes possa ter sido causada por algum resíduo despejado de forma irregular nas águas do córrego.
Poluição Assim como ele, o empresário Rogério Azara, 32, morador do Setor São José, observa que o desrespeito ao meio ambiente provavelmente está ligado à morte dos peixes. "Principalmente porque na área estão localizadas indústrias, que jogam produtos no córrego, poluindo as águas", diz.
Rogério, que nasceu no Setor São José, foi um do primeiros moradores a avistar os peixes parados embaixo da ponte Missionários Redentores. Ele diz que esta foi a primeira vez que tantos peixes apareceram mortos na área. Segundo conta, centenas deles ficaram parados à margem do córrego.
Próximo à área onde foram encontrados os peixes mortos, os moradores também convivem com outros problemas ambientais. Às margens do Córrego Cascavel, é possível encontrar todo tipo de lixo, o que tem ocasionado mau cheiro na região.
O comerciante Nilson Moreira conta que já flagrou pessoas jogando lixo no córrego inclusive animais mortos. "Nós (os moradores) tentamos impedir que situações como esta aconteçam, mas as pessoas ainda não têm a consciência de que esse tipo de ação é prejudicial", declara.
A Amma informa que equipes da Gerência de Educação Ambiental do órgão fazem, todos os meses, trabalho de conscientização com a população da região, com ações voltadas principalmente às escolas. Quanto ao lixo, esclarece que, quando não é identificado o autor do dano, o próprio órgão, em parceria com a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), faz a retirada do lixo. A população pode denunciar pelo telefone 161.
 

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