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05/04/10 - Meia Ponte invade casas na capital

Segundo corpo de bombeiros, a chuva provocou 17 pontos de alagamento, principalmente na região norte

Fonte: O Popular

Reportagem: Vinicius Jorge Sassine


Os moradores da Rua Iguaçu, no Setor Urias Magalhães, estão acostumados às notícias de alagamento em dias de chuvas intensas, mas quase sempre a uma distância mínima de suas casas, nas vias que margeiam o Rio Meia Ponte. Na madrugada de ontem, entre 1 e 4 horas, choveu tanto e tão intensamente que a água do Meio Ponte passou pelas ruas mais baixas e chegou à Rua Iguaçu. Pelo menos seis casas foram alagadas.

A chuva na madrugada de ontem alterou a rotina de dezenas de moradores da capital. O Corpo de Bombeiros registrou 17 pontos de alagamento, principalmente na Região Norte da cidade, o que obrigou muitos moradores a deixarem suas casas. A situação mais grave aconteceu na Vila Fernandes, vizinha ao Urias Magalhães. Pelo menos 25 casas ficaram alagadas e 50 pessoas precisaram ser transportadas em embarcações por bombeiros. Ruas se transformaram em rios e o nível da água só baixou no meio da manhã. Os moradores perderam quase tudo.

“O rio fez correntezas dentro das casas”, conta a aposentada Nerci Bezerra Cavalcante, de 60 anos, moradora da Rua Iguaçu. A casa dela e um barracão foram invadidos pela água do Rio Meia Ponte, que entrou pelos fundos. “A água veio de uma vez. Ficou na altura do joelho.” Nerci diz ter presenciado um alagamento como esse uma única vez. Na manhã de ontem, ela e a vizinhança limpavam geladeira, máquina de lavar, colchões, roupas e móveis atingidos pela água e pela lama.

Muitos motoristas que estavam no trânsito em Goiânia durante a madrugada tomaram um susto. A ponte na Avenida Marechal Rondon, entre o Urias Magalhães e a Fama, ficou alagada. Bombeiros precisaram ser acionados para atender ocorrências de acidentes no local.

No Jardim Novo Mundo, três casas numa área de risco e um terreno da prefeitura ficaram alagados, situação constatada pelos bombeiros também no Setor Garavelo, no Jardim Guanabara, na Morada do Sol, na Vila São José, na Vila Santa Helena e em pelo menos mais cinco bairros de Goiânia. No Jardim Mirabel, moradores já haviam enfrentado alagamentos na quarta-feira, quando choveu intensamente em Goiânia. O problema voltou a ocorrer, com mais gravidade, na madrugada de ontem. Outros 13 pontos da capital foram alagados na quarta-feira.

O vendedor ambulante Hélio Francisco Mendes, de 48, precisou furar um buraco na parede de sua casa para se livrar da água. Ele e a mãe moram no Mansões Goianas, entre o Urias Magalhães e o Balneário Meia Ponte, e foram surpreendidos pelo transbordamento do Córrego Caveirinha. As casas dos dois foram alagadas.

“A água passou por cima da ponte, quebrou os muros das casas e invadiu os cômodos”, conta Hélio. Segundo ele, a água chegou à altura do joelho, e por isso foi necessário furar às pressas a parede de um dos cômodos da casa. “Se a gente não fizesse isso, ainda na madrugada, a água ia derrubar tudo.” A ponte sobre o Córrego Caveirinha, na Avenida Eurico Viana, também ficou danificada. Uma das pistas foi interditada. Uma Saveiro foi arrastado para dentro do córrego pela força das águas. Bombeiros e moradores da região conseguiram retirar o veículo do córrego. “Em 42 anos que eu moro aqui, nunca tinha visto uma chuva e um alagamento desse jeito”, diz Hélio.



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Meia Ponte invade casas na capital

Segundo corpo de bombeiros, a chuva provocou 17 pontos de alagamento, principalmente na região norte

Por O Popular

Reportagem: Vinicius Jorge Sassine


Os moradores da Rua Iguaçu, no Setor Urias Magalhães, estão acostumados às notícias de alagamento em dias de chuvas intensas, mas quase sempre a uma distância mínima de suas casas, nas vias que margeiam o Rio Meia Ponte. Na madrugada de ontem, entre 1 e 4 horas, choveu tanto e tão intensamente que a água do Meio Ponte passou pelas ruas mais baixas e chegou à Rua Iguaçu. Pelo menos seis casas foram alagadas.

A chuva na madrugada de ontem alterou a rotina de dezenas de moradores da capital. O Corpo de Bombeiros registrou 17 pontos de alagamento, principalmente na Região Norte da cidade, o que obrigou muitos moradores a deixarem suas casas. A situação mais grave aconteceu na Vila Fernandes, vizinha ao Urias Magalhães. Pelo menos 25 casas ficaram alagadas e 50 pessoas precisaram ser transportadas em embarcações por bombeiros. Ruas se transformaram em rios e o nível da água só baixou no meio da manhã. Os moradores perderam quase tudo.

“O rio fez correntezas dentro das casas”, conta a aposentada Nerci Bezerra Cavalcante, de 60 anos, moradora da Rua Iguaçu. A casa dela e um barracão foram invadidos pela água do Rio Meia Ponte, que entrou pelos fundos. “A água veio de uma vez. Ficou na altura do joelho.” Nerci diz ter presenciado um alagamento como esse uma única vez. Na manhã de ontem, ela e a vizinhança limpavam geladeira, máquina de lavar, colchões, roupas e móveis atingidos pela água e pela lama.

Muitos motoristas que estavam no trânsito em Goiânia durante a madrugada tomaram um susto. A ponte na Avenida Marechal Rondon, entre o Urias Magalhães e a Fama, ficou alagada. Bombeiros precisaram ser acionados para atender ocorrências de acidentes no local.

No Jardim Novo Mundo, três casas numa área de risco e um terreno da prefeitura ficaram alagados, situação constatada pelos bombeiros também no Setor Garavelo, no Jardim Guanabara, na Morada do Sol, na Vila São José, na Vila Santa Helena e em pelo menos mais cinco bairros de Goiânia. No Jardim Mirabel, moradores já haviam enfrentado alagamentos na quarta-feira, quando choveu intensamente em Goiânia. O problema voltou a ocorrer, com mais gravidade, na madrugada de ontem. Outros 13 pontos da capital foram alagados na quarta-feira.

O vendedor ambulante Hélio Francisco Mendes, de 48, precisou furar um buraco na parede de sua casa para se livrar da água. Ele e a mãe moram no Mansões Goianas, entre o Urias Magalhães e o Balneário Meia Ponte, e foram surpreendidos pelo transbordamento do Córrego Caveirinha. As casas dos dois foram alagadas.

“A água passou por cima da ponte, quebrou os muros das casas e invadiu os cômodos”, conta Hélio. Segundo ele, a água chegou à altura do joelho, e por isso foi necessário furar às pressas a parede de um dos cômodos da casa. “Se a gente não fizesse isso, ainda na madrugada, a água ia derrubar tudo.” A ponte sobre o Córrego Caveirinha, na Avenida Eurico Viana, também ficou danificada. Uma das pistas foi interditada. Uma Saveiro foi arrastado para dentro do córrego pela força das águas. Bombeiros e moradores da região conseguiram retirar o veículo do córrego. “Em 42 anos que eu moro aqui, nunca tinha visto uma chuva e um alagamento desse jeito”, diz Hélio.

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