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26/02/10 - Amma alerta população sobre abandono de animais nas unidades de conservação

Fonte: Ascom - Assessoria de Comunicação da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA)

Apesar da Gerência de Proteção e Manejo de Fauna Silvestre da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) realizar constantemente ações educativas para alertar sobre os riscos e problemas do abandono e soltura de animais domésticos nos parques e bosques da cidade, muitas pessoas ainda insistem em deixar gatos, cães, patos, coelhos e até galinhas nesses locais. Neste mês, por exemplo, um casal de galinhas d’angola e um casal de patos já foram abandonados em áreas verdes da capital. Além desses, constantemente filhotes de cães e gatos são deixados em parques como no Beija-Flor, Bosque dos Buritis, Parque Areião e outros.

“As pessoas pensam que largando o animal no parque ele ficará bem, mas as unidades de conservação são ambientes hostis a essas espécies”, explica a gerente de Manejo e Proteção de Fauna Silvestre da Amma, Marize Gibrail. Para exemplificar o quanto a chegada de um animal doméstico pode desequilibrar o ambiente de um parque ou bosque e colocar a vida da espécie em risco, a gerente da Amma informa que o abandono das espécies nas unidades de conservação também pode ameaçar o controle de zoonoses. “O ser humano não costuma ter contato direto com animais silvestres, mas se o animal doméstico se aproximar da fauna silvestre, pode ser contaminado por alguma doença e transmiti-la ao homem”, alerta.

Desequilíbrio ambiental
De acordo com Marize Gibrail os animais silvestres não devem ser vacinados. “Esses quando imunizados, ao contrário de desenvolverem imunidade, podem desenvolver a doença. No caso das aves silvestres, podem transmitir a influência aviária, “new castle” e outras doenças. Já no caso dos mamíferos a raiva é a principal preocupação da vigilância ambiental com relação a macacos e morcegos”, frisa. Além das doenças, os animais domésticos que são abandonados, quebram o equilíbrio natural da unidade de conservação, passando a competir com os animais silvestres por território e alimento, dessa forma passam a ser predadores e caça, desequilibrando todo o meio ambiente local.

A gerente acrescenta que existem macacos-prego em alguns parques e bosques de Goiânia como no caso Parque Areião, Bosque das Laranjeiras, Jardim Botânico e Brisas da Mata. “Eles são extremamente territorialistas e podem agredir os animais que ‘invadem’ seu habitat, por isso precisamos mudar a consciência das pessoas que ainda praticam essa ação”, ressalta. Marize esclarece que o espaço da floresta é muito fragmentado e os macacos lutam de todas as formas para defendê-lo. “Já se observou que quando um cão, gato, pato ou qualquer outro animal é abandonado na área de mata, o grupo se une para defender o território e, se for preciso, até mesmo eliminar o ‘invasor’”, completa Marize Gibrail.

Posse Responsável
A “Posse Responsável” é um trabalho de educação ambiental desenvolvido pela Amma junto aos frenquentadores das áreas verdes da Capital, que as pessoas são abordadas por educadores ambientais e orientadas sobre a melhor forma de convívio do homem com o animal doméstico nas unidades de conservação. Para a gerente de Educação Ambiental, Regina Miranda, o problema de abandono e soltura de animais ainda persiste por desconhecimento de algumas pessoas. “Intensificamos as ações de educação ambiental nos parques com a intenção de reduzir para zero a quantidade de animais soltos e abandonados nas unidades de conservação”, afirma.

Reportagem: Mauro Junior



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Amma alerta população sobre abandono de animais nas unidades de conservação



Por Ascom - Assessoria de Comunicação da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA)

Apesar da Gerência de Proteção e Manejo de Fauna Silvestre da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) realizar constantemente ações educativas para alertar sobre os riscos e problemas do abandono e soltura de animais domésticos nos parques e bosques da cidade, muitas pessoas ainda insistem em deixar gatos, cães, patos, coelhos e até galinhas nesses locais. Neste mês, por exemplo, um casal de galinhas d’angola e um casal de patos já foram abandonados em áreas verdes da capital. Além desses, constantemente filhotes de cães e gatos são deixados em parques como no Beija-Flor, Bosque dos Buritis, Parque Areião e outros.

“As pessoas pensam que largando o animal no parque ele ficará bem, mas as unidades de conservação são ambientes hostis a essas espécies”, explica a gerente de Manejo e Proteção de Fauna Silvestre da Amma, Marize Gibrail. Para exemplificar o quanto a chegada de um animal doméstico pode desequilibrar o ambiente de um parque ou bosque e colocar a vida da espécie em risco, a gerente da Amma informa que o abandono das espécies nas unidades de conservação também pode ameaçar o controle de zoonoses. “O ser humano não costuma ter contato direto com animais silvestres, mas se o animal doméstico se aproximar da fauna silvestre, pode ser contaminado por alguma doença e transmiti-la ao homem”, alerta.

Desequilíbrio ambiental
De acordo com Marize Gibrail os animais silvestres não devem ser vacinados. “Esses quando imunizados, ao contrário de desenvolverem imunidade, podem desenvolver a doença. No caso das aves silvestres, podem transmitir a influência aviária, “new castle” e outras doenças. Já no caso dos mamíferos a raiva é a principal preocupação da vigilância ambiental com relação a macacos e morcegos”, frisa. Além das doenças, os animais domésticos que são abandonados, quebram o equilíbrio natural da unidade de conservação, passando a competir com os animais silvestres por território e alimento, dessa forma passam a ser predadores e caça, desequilibrando todo o meio ambiente local.

A gerente acrescenta que existem macacos-prego em alguns parques e bosques de Goiânia como no caso Parque Areião, Bosque das Laranjeiras, Jardim Botânico e Brisas da Mata. “Eles são extremamente territorialistas e podem agredir os animais que ‘invadem’ seu habitat, por isso precisamos mudar a consciência das pessoas que ainda praticam essa ação”, ressalta. Marize esclarece que o espaço da floresta é muito fragmentado e os macacos lutam de todas as formas para defendê-lo. “Já se observou que quando um cão, gato, pato ou qualquer outro animal é abandonado na área de mata, o grupo se une para defender o território e, se for preciso, até mesmo eliminar o ‘invasor’”, completa Marize Gibrail.

Posse Responsável
A “Posse Responsável” é um trabalho de educação ambiental desenvolvido pela Amma junto aos frenquentadores das áreas verdes da Capital, que as pessoas são abordadas por educadores ambientais e orientadas sobre a melhor forma de convívio do homem com o animal doméstico nas unidades de conservação. Para a gerente de Educação Ambiental, Regina Miranda, o problema de abandono e soltura de animais ainda persiste por desconhecimento de algumas pessoas. “Intensificamos as ações de educação ambiental nos parques com a intenção de reduzir para zero a quantidade de animais soltos e abandonados nas unidades de conservação”, afirma.

Reportagem: Mauro Junior

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