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21/01/10 - Entrevista com o diretor de engenharia da Saneago sobre a barragem do ribeirão João Leite

Fonte: AGECOM - Agência Goiana de Comunicação (GDI)

O que falta para a barragem do Ribeirão João Leite ser concluída?
Mário João de Souza - A barragem em si está 100% concluída. Agora estamos em fase de enchimento do reservatório. Hoje o reservatório já está na cota de 732 metros acima do nível do mar. Quando começou, o Ribeirão estava na cota 709. Agora faltam apenas 17 metros para a conclusão, já que que a cota 749 é a ideal. Depois disso a água já começa a verter.

Qual a previsão para que ocorra esse enchimento total?
Mário João de Souza - Depende do regime de chuvas. O nível de água na barragem sobe, em média, 30 centímetros por dia. Se o volume de chuvas for na média dos últimos anos, a expectativa é de que em maio a gente tenha o lago já vertendo.

Quanto foi investido nessa obra?
Mário João de Souza - Foram R$ 137 milhões, parte do Governo Federal, parte do BNDES, parte do BID e parte do Governo de Goiás. Além desse valor foram investidos R$ 17 milhões em programas socioambientais e outros R$ 20 milhões na indenização dos proprietários das terras que foram inundadas com a formação do lago.

Que projetos socioambientais são estes?
Mário João de Souza - Ao todo foram 34 projetos socioambientais, sendo 25 já implantados, seis em andamento e outros três ainda em fase de contratação.  Em síntese, são projetos como o do desmatamento exigido para a construção da barragem. Com o desmatamento houve também a necessidade do remanejamento da fauna. Tudo isso foi feito da maneira correta, através de meios legais. Essa obra é, inclusive, modelo ambiental do BID.

Qual o foco principal dessa obra?
Mário João de Souza - Garantir o abastecimento da Grande Goiânia. No período final da seca o João Leite fica com uma vazão muito baixa. Menos até que 2m³ por segundo. Então essa barragem vai reservar água na chuva e liberar na seca, regularizando a vazão do João Leite. Hoje a gente mal tira 2m³ por segundo e, quando estiver pronta, vamos poder tirar até 8m³ por segundo. Isso vai atender Goiânia e região metropolitana, conforme expectativa do projeto que é até o ano de 2025. Como a população tem crescido menos do que o previsto na época do planejamento, é provável uma esticada de talvez mais dez anos. No momento a gente está fazendo esse ajuste no projeto.

Após atingida a cota necessária no reservatório, qual a próxima etapa?
Mário João de Souza - São três fases. A fase da barragem, que custou perto de R$ 180 milhões com programas e aquisição de terras. Por coincidência essa fase de transporte e tratamento de água também custou em torno desse mesmo valor. Depois são as obras complementares para essa água chegar ao consumidor. Estamos fazendo as mais urgentes delas. E parte dessas obras foram investimentos maiores, sendo que os projetos estão no Ministério das Cidades com pedidos de complementação.

A construção das estações de tratamento só começam depois dessa aprovação do Ministério das Cidades?

Mário João de Souza - Não. Essa segunda fase, que é o transporte e tratamento da água, já está contratada e já foi dada a ordem de serviço. As obras já foram iniciadas. As dificuldades que a gente vai ter agora em diante são as dificuldades normais na execução de um contrato.

Quando a população goianiense começa a ser beneficiada com a barragem?
Mário João de Souza - Os contratos são de 18 meses. A previsão é essa, de que no máximo em 18 meses a população esteja servida por essa água. Quanto à estação de tratamento, estamos fazendo um esforço para que esteja pronta ainda no governo de Alcides Rodrigues.



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Entrevista com o diretor de engenharia da Saneago sobre a barragem do ribeirão João Leite



Por AGECOM - Agência Goiana de Comunicação (GDI)

O que falta para a barragem do Ribeirão João Leite ser concluída?
Mário João de Souza - A barragem em si está 100% concluída. Agora estamos em fase de enchimento do reservatório. Hoje o reservatório já está na cota de 732 metros acima do nível do mar. Quando começou, o Ribeirão estava na cota 709. Agora faltam apenas 17 metros para a conclusão, já que que a cota 749 é a ideal. Depois disso a água já começa a verter.

Qual a previsão para que ocorra esse enchimento total?
Mário João de Souza - Depende do regime de chuvas. O nível de água na barragem sobe, em média, 30 centímetros por dia. Se o volume de chuvas for na média dos últimos anos, a expectativa é de que em maio a gente tenha o lago já vertendo.

Quanto foi investido nessa obra?
Mário João de Souza - Foram R$ 137 milhões, parte do Governo Federal, parte do BNDES, parte do BID e parte do Governo de Goiás. Além desse valor foram investidos R$ 17 milhões em programas socioambientais e outros R$ 20 milhões na indenização dos proprietários das terras que foram inundadas com a formação do lago.

Que projetos socioambientais são estes?
Mário João de Souza - Ao todo foram 34 projetos socioambientais, sendo 25 já implantados, seis em andamento e outros três ainda em fase de contratação.  Em síntese, são projetos como o do desmatamento exigido para a construção da barragem. Com o desmatamento houve também a necessidade do remanejamento da fauna. Tudo isso foi feito da maneira correta, através de meios legais. Essa obra é, inclusive, modelo ambiental do BID.

Qual o foco principal dessa obra?
Mário João de Souza - Garantir o abastecimento da Grande Goiânia. No período final da seca o João Leite fica com uma vazão muito baixa. Menos até que 2m³ por segundo. Então essa barragem vai reservar água na chuva e liberar na seca, regularizando a vazão do João Leite. Hoje a gente mal tira 2m³ por segundo e, quando estiver pronta, vamos poder tirar até 8m³ por segundo. Isso vai atender Goiânia e região metropolitana, conforme expectativa do projeto que é até o ano de 2025. Como a população tem crescido menos do que o previsto na época do planejamento, é provável uma esticada de talvez mais dez anos. No momento a gente está fazendo esse ajuste no projeto.

Após atingida a cota necessária no reservatório, qual a próxima etapa?
Mário João de Souza - São três fases. A fase da barragem, que custou perto de R$ 180 milhões com programas e aquisição de terras. Por coincidência essa fase de transporte e tratamento de água também custou em torno desse mesmo valor. Depois são as obras complementares para essa água chegar ao consumidor. Estamos fazendo as mais urgentes delas. E parte dessas obras foram investimentos maiores, sendo que os projetos estão no Ministério das Cidades com pedidos de complementação.

A construção das estações de tratamento só começam depois dessa aprovação do Ministério das Cidades?

Mário João de Souza - Não. Essa segunda fase, que é o transporte e tratamento da água, já está contratada e já foi dada a ordem de serviço. As obras já foram iniciadas. As dificuldades que a gente vai ter agora em diante são as dificuldades normais na execução de um contrato.

Quando a população goianiense começa a ser beneficiada com a barragem?
Mário João de Souza - Os contratos são de 18 meses. A previsão é essa, de que no máximo em 18 meses a população esteja servida por essa água. Quanto à estação de tratamento, estamos fazendo um esforço para que esteja pronta ainda no governo de Alcides Rodrigues.

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