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15/01/10 - Plásticos comprometem rios da bacia do Meia Ponte

De mocinho a vilão, o plástico tem se tornado um problema e tanto quando o assunto é meio ambiente.

Fonte: MeiaPonte.Org

Plásticos: tão cômodos quanto problemáticos. Quem imaginaria a vida hoje em dia sem eles? Em quase tudo o que fazemos eles estão presentes, seja nas bebidas que tomamos como refrigerantes, sucos, água, nas embalagens de produtos de limpeza e em uma infinidade outros produtos. De mocinho a vilão, o plástico tem se tornado um problema e tanto quando o assunto é meio ambiente.

Na região metropolitana de Goiânia a realidade não é diferente da maioria das cidades brasileiras. Garrafas PET quase sempre quando jogadas nas ruas têm um destino certo: o leito de córregos e rios do município. O plástico não é como o esgoto, que pode ser tratado. É um material não biodegradável que demora mais de 500 anos para se decompor. Grande parte deste material pode ser visto boiando nas águas rio Meia Ponte em toda a sua extensão, sendo que parte não bóia, afunda,  tornando-se imperceptível. No período da cheia este material continua escondido pelo grande volume de água, porém no período de estiagem, quando a vazão diminui, volta a aparecer nas margens, geralmente preso à vegetação ciliar. Os galhos e raízes das árvores, capins, aguapés e repolhos d'água, retém grande parte do plástico descartado indevidamente no leito do rio. Esse "intruso", além de tornar feia a paisagem, também provoca problemas mais sérios para a natureza, já que prejudica a fauna e a flora local. ,

Já foram pensadas iniciativas para a instalação de barreiras de contenção no Meia Ponte para que os resíduos não deixem o perímetro urbano da capital e que cooperativas de reciclagem possam dar a destinação correta ao resíduo. Entretanto, para que este tipo de trabalho dê certo, é necessário um trabalho contínuo de educação ambiental junto à população, seja por meio de material audiovisual educativo ou até mesmo pela realização de um amplo debate sobre o tema. Empresas que utilizam esse tipo de material em seu processo produtivo também deveriam arcar com os custos para a destinação correta do plástico, medida que teria o efeito de compensação pelos efeitos danosos que seus produtos causam à natureza.

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Plásticos comprometem rios da bacia do Meia Ponte

De mocinho a vilão, o plástico tem se tornado um problema e tanto quando o assunto é meio ambiente.

Por MeiaPonte.Org

Plásticos: tão cômodos quanto problemáticos. Quem imaginaria a vida hoje em dia sem eles? Em quase tudo o que fazemos eles estão presentes, seja nas bebidas que tomamos como refrigerantes, sucos, água, nas embalagens de produtos de limpeza e em uma infinidade outros produtos. De mocinho a vilão, o plástico tem se tornado um problema e tanto quando o assunto é meio ambiente.

Na região metropolitana de Goiânia a realidade não é diferente da maioria das cidades brasileiras. Garrafas PET quase sempre quando jogadas nas ruas têm um destino certo: o leito de córregos e rios do município. O plástico não é como o esgoto, que pode ser tratado. É um material não biodegradável que demora mais de 500 anos para se decompor. Grande parte deste material pode ser visto boiando nas águas rio Meia Ponte em toda a sua extensão, sendo que parte não bóia, afunda,  tornando-se imperceptível. No período da cheia este material continua escondido pelo grande volume de água, porém no período de estiagem, quando a vazão diminui, volta a aparecer nas margens, geralmente preso à vegetação ciliar. Os galhos e raízes das árvores, capins, aguapés e repolhos d'água, retém grande parte do plástico descartado indevidamente no leito do rio. Esse "intruso", além de tornar feia a paisagem, também provoca problemas mais sérios para a natureza, já que prejudica a fauna e a flora local. ,

Já foram pensadas iniciativas para a instalação de barreiras de contenção no Meia Ponte para que os resíduos não deixem o perímetro urbano da capital e que cooperativas de reciclagem possam dar a destinação correta ao resíduo. Entretanto, para que este tipo de trabalho dê certo, é necessário um trabalho contínuo de educação ambiental junto à população, seja por meio de material audiovisual educativo ou até mesmo pela realização de um amplo debate sobre o tema. Empresas que utilizam esse tipo de material em seu processo produtivo também deveriam arcar com os custos para a destinação correta do plástico, medida que teria o efeito de compensação pelos efeitos danosos que seus produtos causam à natureza.

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