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30/12/09 - Andando na contramão

Projeto de replantio de árvores em Campinas não está ganhando força por causa da falta de colaboração dos moradores

Fonte: MeiaPonte.Org

*Renato Rodrigues

Há poucos dias foi noticiado em um jornal de grande circulação da Capital que um projeto de replantio de árvores não está ganhando força por causa da falta de colaboração dos moradores. Trata-se do Setor Campinas, a Campininha, bairro que de onde nasceu Goiânia e que apresenta um dos piores percentuais de metros quadrados arborizados da região metropolitana.  A constatação mostra que a população anda mais uma vez na contramão do desenvolvimento sustentável.

A reportagem conta que há pelo menos 20 anos o  bairro passaram a contar com menos árvores em suas calçadas. O crescimento do comércio na região priorizou a passagem de pedestres e o maior espaço para o estacionamento de veículos nos logradouros e se esqueceu de que a vegetação poderia colaborar para a redução do calor e principalmente para a melhoria na qualidade do ar. A Associação de Moradores de Campinas têm tentado estimular o replantio de mudas nas vias tomadas por lojas comerciais, mas sem sucesso. Mesmo oferecidas gratuitamente por meio de uma parceria entre a Associação e o poder público municipal, as mudas de espécies nativas do Cerrado não têm despertado o interesse da comunidade campineira.

Desta forma, fica difícil conseguir que uma política eficaz de arborização seja implantada no bairro, já que sem a participação e o envolvimento de moradores e comerciantes a iniciativa se torna sem sentido. Uma alternativa apontada por técnicos da Agência Municipal do Meio Ambiente é a implantação de um parque na região. O Parque Municipal Campininha das Flores José Mulser deve ser construído em breve e deverá formar uma área verde de 31.152,92 metros quadrados nas margens do Córrego Cascavel. O parque está previsto para ocupar a área entre as Avenidas 24 de Outubro e Padre Wendel.

O projeto da nova área verde na região Campinas contempla jardins, pista de caminhada, alamedas arborizadas com espécies nativas do Cerrado, estacionamento, caminhos internos e espaços para atividades coletivas e individuais de ginástica, além de área para recreação infantil.

Mesmo se tratando de uma iniciativa louvável, a arborização de toda a região a partir da participação da comunidade local seria uma medida  que não beneficiaria apenas Campinas, mas a cidade como um todo. É preciso uma maior conscientização das pessoas para as questões ambientais em seus bairros, já que quem respira o mesmo ar e compartilha o mesmo meio tem a obrigação de colaborar para uma melhor qualidade de vida de seus semelhantes.

* Renato Rodrigues é jornalista graduado pela Universidade Federal de Goiás e colaborador do portal MeiaPonte.org.

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Andando na contramão

Projeto de replantio de árvores em Campinas não está ganhando força por causa da falta de colaboração dos moradores

Por MeiaPonte.Org

*Renato Rodrigues

Há poucos dias foi noticiado em um jornal de grande circulação da Capital que um projeto de replantio de árvores não está ganhando força por causa da falta de colaboração dos moradores. Trata-se do Setor Campinas, a Campininha, bairro que de onde nasceu Goiânia e que apresenta um dos piores percentuais de metros quadrados arborizados da região metropolitana.  A constatação mostra que a população anda mais uma vez na contramão do desenvolvimento sustentável.

A reportagem conta que há pelo menos 20 anos o  bairro passaram a contar com menos árvores em suas calçadas. O crescimento do comércio na região priorizou a passagem de pedestres e o maior espaço para o estacionamento de veículos nos logradouros e se esqueceu de que a vegetação poderia colaborar para a redução do calor e principalmente para a melhoria na qualidade do ar. A Associação de Moradores de Campinas têm tentado estimular o replantio de mudas nas vias tomadas por lojas comerciais, mas sem sucesso. Mesmo oferecidas gratuitamente por meio de uma parceria entre a Associação e o poder público municipal, as mudas de espécies nativas do Cerrado não têm despertado o interesse da comunidade campineira.

Desta forma, fica difícil conseguir que uma política eficaz de arborização seja implantada no bairro, já que sem a participação e o envolvimento de moradores e comerciantes a iniciativa se torna sem sentido. Uma alternativa apontada por técnicos da Agência Municipal do Meio Ambiente é a implantação de um parque na região. O Parque Municipal Campininha das Flores José Mulser deve ser construído em breve e deverá formar uma área verde de 31.152,92 metros quadrados nas margens do Córrego Cascavel. O parque está previsto para ocupar a área entre as Avenidas 24 de Outubro e Padre Wendel.

O projeto da nova área verde na região Campinas contempla jardins, pista de caminhada, alamedas arborizadas com espécies nativas do Cerrado, estacionamento, caminhos internos e espaços para atividades coletivas e individuais de ginástica, além de área para recreação infantil.

Mesmo se tratando de uma iniciativa louvável, a arborização de toda a região a partir da participação da comunidade local seria uma medida  que não beneficiaria apenas Campinas, mas a cidade como um todo. É preciso uma maior conscientização das pessoas para as questões ambientais em seus bairros, já que quem respira o mesmo ar e compartilha o mesmo meio tem a obrigação de colaborar para uma melhor qualidade de vida de seus semelhantes.

* Renato Rodrigues é jornalista graduado pela Universidade Federal de Goiás e colaborador do portal MeiaPonte.org.

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