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29/12/09 - Sistema de Produção de água tratada no João Leite inclui tecnologia criada em Goiás

O Sistema de Produção do João Leite inclui tecnologia criada em Goiás e premiada nacionalmente. O conjunto vai garantir o abastecimento de água tratada para a Grande Goiânia até o ano 2025. O custo é de R$ 183 milhões, dinheiro já no caixa da Saneago.

Fonte: AGECOM

O Sistema de Produção do João Leite, cujas obras complementares foram ordenadas pelo governador Alcides Rodrigues no último dia 28, vai assegurar o pleno abastecimento de água tratada  para toda cidade de Goiânia e seu entorno até o ano 2025, devendo estar ainda operante com suficiência para o atendimento até o ano 2040.

As obras complementares vão custar R$183 milhões, dinheiro que já está no caixa da Saneago para custeio. Já licitadas e contratadas, os trabalhos terão início imediatamente. Como destacou o governador, somente quando as últimas parcelas dos recursos entraram na caixa do Estado é que as obras foram autorizadas.

Os recursos são provenientes de várias fontes. Desde receita própria da Saneago até dotações dos tesouros Estadual e Federal, através dos ministérios das Cidades e da Integração Nacional (via PAC). Parte dos recursos vêm também do BNES e do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID.

Obras do João Leite
O Sistema de Produção do João Leite é composto por várias obras de grande porte. A primeira delas, a barragem sobre o Ribeirão João Leite, foi definitivamente concluída às vésperas do Natal, com o fechamento do canal de desvio. Com isso o reservatório já está sendo formado, com o represamento do ribeirão e aproveitamento das águas das chuvas intensas que têm caído. Engenheiros da Saneago estimam que o lago atingirá sua cota máxima dentro de seis meses caso não haja alteração do regime de chuvas. As obras da barragem já estão totalmente pagas.

Aos pés da barragem será edificada a estação de bombeamento, que vai custar 40 milhões de reais, recursos também já devidamente alocados. A estação vai jogar a água captada do reservatório na nova estação de tratamento de água do João Leite, a ser construída também nas proximidades da barragem.

O edifício onde as bombas serão instaladas terá 70 metros de extensão e pé direito de 15 metros. Ali serão instaladas as cinco enormes bombas de sucção, com potência total de 8.200 HP. Essas bombas serão impulsionadas por motores elétricos de 4 megawatts, cuja energia será gerada por turbinas acionadas por água da própria barragem.

Premiação
Turbinas impulsionadas pela água da barragem constituem solução inédita. Tanto que esta inovação tecnológica garantiu à engenharia goiana o 1° lugar na premiação concedida pela Eletrobrás em setembro deste ano, durante o 25° Congresso da ABES, realizado em Recife, Pernambuco.

Conforme explicam os técnicos da Saneago, esta solução vai baratear a produção de água tratada em Goiânia, já que o consumo de energia elétrica é um dos itens que mais encarecem o produto. Além do que a solução encontrada torna o sistema mais seguro: se faltar energia elétrica na cidade, nem por isso a estação de bombeamento deixará de funcionar.

Adutoras
A adutora de água bruta interligará a Estação de Bombeamento à nova Estação de Tratamento de Água, distante pouco mais de 2 quilômetros da barragem.  Será constituída por tubulação de aço carbono com diâmetro de 1,7 metro. Somente esta obra vai custar R$ 12 milhões, recursos já alocados.

Da estação a água tratada será levada, via buster, até a estação Jayme Câmara de distribuição.  Esta adutora terá 8 quilômetros de extensão, constituída por tubulação também de aço carbono com 1,7 metro de diâmetro. Somente esta obra vai custar R$ 78 milhões, com recursos já alocados.

Estação de tratamento
O coração do sistema será a Estação de Tratamento de Água. Quando concluídas as obras, será a maior de toda a Região Centro Oeste, ocupando uma área de 110 mil metros quadrados. Começará produzindo 4 mil litros de água potável por segundo, aumentando gradativamente a produção até chegar a 8 mil litros por segundo.

A concepção desta estação prevê as mais avançadas tecnologias da América Latina. Será totalmente automatizada, com os controles localizados em um centro de comando informatizado, instalado no edifício da estação. O custo das obras, de R$ 78 milhões, recursos estes já alocados pelo Estado e repassados ao caixa da Saneago.

O objetivo desse planejamento é assegurar um elevado nível de segurança operacional de todo o sistema. Até porque o abastecimento de toda região norte de Goiânia partirá diretamente da ETA, ficando os demais reservatórios para o abastecimento das regiões centrais, leste, oeste e sul da grande Goiânia.

Estação de Bombeamento
Completando o sistema, será construída ainda uma estação de bombeamento de água tratada, interligando a Estação de Tratamento de Água de Goiania - ETAG, aos reservatórios de distribuição da Saneago instalados no Setor Universitário.

Esta estação é conhecida no jargão técnico como buster. É que a ETAG estará localizada em cota inferior à do centro da cidade.  Um conjunto de bombas elevará a água tratada acima do nível das áreas centrais em direção ao reservatório do Setor Universitário, através de uma autora de 8 quilômetros de extensão.

A potencia inicial será de 1.900 HP, atingindo 2.800 HP no final. Mais uma vez será utilizada a mesma inovação tecnológica de aproveitamento do potencial hidráulico para acionamento das bombas dessas instalações. Nesta etapa, uma bomba operando como turbina permitirá a redução da pressão para abastecimento da zona baixa de Goiânia, ao mesmo tempo em que acionará uma das bombas que vai recalcar a água para os reservatórios do Setor Universitário.

Este arranjo proporcionará uma economia permanente de energia elétrica da ordem de 600 HP. O custo destas obras será de R$ 10 milhões, recursos como os demais também já devidamente alocados.



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Sistema de Produção de água tratada no João Leite inclui tecnologia criada em Goiás

O Sistema de Produção do João Leite inclui tecnologia criada em Goiás e premiada nacionalmente. O conjunto vai garantir o abastecimento de água tratada para a Grande Goiânia até o ano 2025. O custo é de R$ 183 milhões, dinheiro já no caixa da Saneago.

Por AGECOM

O Sistema de Produção do João Leite, cujas obras complementares foram ordenadas pelo governador Alcides Rodrigues no último dia 28, vai assegurar o pleno abastecimento de água tratada  para toda cidade de Goiânia e seu entorno até o ano 2025, devendo estar ainda operante com suficiência para o atendimento até o ano 2040.

As obras complementares vão custar R$183 milhões, dinheiro que já está no caixa da Saneago para custeio. Já licitadas e contratadas, os trabalhos terão início imediatamente. Como destacou o governador, somente quando as últimas parcelas dos recursos entraram na caixa do Estado é que as obras foram autorizadas.

Os recursos são provenientes de várias fontes. Desde receita própria da Saneago até dotações dos tesouros Estadual e Federal, através dos ministérios das Cidades e da Integração Nacional (via PAC). Parte dos recursos vêm também do BNES e do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID.

Obras do João Leite
O Sistema de Produção do João Leite é composto por várias obras de grande porte. A primeira delas, a barragem sobre o Ribeirão João Leite, foi definitivamente concluída às vésperas do Natal, com o fechamento do canal de desvio. Com isso o reservatório já está sendo formado, com o represamento do ribeirão e aproveitamento das águas das chuvas intensas que têm caído. Engenheiros da Saneago estimam que o lago atingirá sua cota máxima dentro de seis meses caso não haja alteração do regime de chuvas. As obras da barragem já estão totalmente pagas.

Aos pés da barragem será edificada a estação de bombeamento, que vai custar 40 milhões de reais, recursos também já devidamente alocados. A estação vai jogar a água captada do reservatório na nova estação de tratamento de água do João Leite, a ser construída também nas proximidades da barragem.

O edifício onde as bombas serão instaladas terá 70 metros de extensão e pé direito de 15 metros. Ali serão instaladas as cinco enormes bombas de sucção, com potência total de 8.200 HP. Essas bombas serão impulsionadas por motores elétricos de 4 megawatts, cuja energia será gerada por turbinas acionadas por água da própria barragem.

Premiação
Turbinas impulsionadas pela água da barragem constituem solução inédita. Tanto que esta inovação tecnológica garantiu à engenharia goiana o 1° lugar na premiação concedida pela Eletrobrás em setembro deste ano, durante o 25° Congresso da ABES, realizado em Recife, Pernambuco.

Conforme explicam os técnicos da Saneago, esta solução vai baratear a produção de água tratada em Goiânia, já que o consumo de energia elétrica é um dos itens que mais encarecem o produto. Além do que a solução encontrada torna o sistema mais seguro: se faltar energia elétrica na cidade, nem por isso a estação de bombeamento deixará de funcionar.

Adutoras
A adutora de água bruta interligará a Estação de Bombeamento à nova Estação de Tratamento de Água, distante pouco mais de 2 quilômetros da barragem.  Será constituída por tubulação de aço carbono com diâmetro de 1,7 metro. Somente esta obra vai custar R$ 12 milhões, recursos já alocados.

Da estação a água tratada será levada, via buster, até a estação Jayme Câmara de distribuição.  Esta adutora terá 8 quilômetros de extensão, constituída por tubulação também de aço carbono com 1,7 metro de diâmetro. Somente esta obra vai custar R$ 78 milhões, com recursos já alocados.

Estação de tratamento
O coração do sistema será a Estação de Tratamento de Água. Quando concluídas as obras, será a maior de toda a Região Centro Oeste, ocupando uma área de 110 mil metros quadrados. Começará produzindo 4 mil litros de água potável por segundo, aumentando gradativamente a produção até chegar a 8 mil litros por segundo.

A concepção desta estação prevê as mais avançadas tecnologias da América Latina. Será totalmente automatizada, com os controles localizados em um centro de comando informatizado, instalado no edifício da estação. O custo das obras, de R$ 78 milhões, recursos estes já alocados pelo Estado e repassados ao caixa da Saneago.

O objetivo desse planejamento é assegurar um elevado nível de segurança operacional de todo o sistema. Até porque o abastecimento de toda região norte de Goiânia partirá diretamente da ETA, ficando os demais reservatórios para o abastecimento das regiões centrais, leste, oeste e sul da grande Goiânia.

Estação de Bombeamento
Completando o sistema, será construída ainda uma estação de bombeamento de água tratada, interligando a Estação de Tratamento de Água de Goiania - ETAG, aos reservatórios de distribuição da Saneago instalados no Setor Universitário.

Esta estação é conhecida no jargão técnico como buster. É que a ETAG estará localizada em cota inferior à do centro da cidade.  Um conjunto de bombas elevará a água tratada acima do nível das áreas centrais em direção ao reservatório do Setor Universitário, através de uma autora de 8 quilômetros de extensão.

A potencia inicial será de 1.900 HP, atingindo 2.800 HP no final. Mais uma vez será utilizada a mesma inovação tecnológica de aproveitamento do potencial hidráulico para acionamento das bombas dessas instalações. Nesta etapa, uma bomba operando como turbina permitirá a redução da pressão para abastecimento da zona baixa de Goiânia, ao mesmo tempo em que acionará uma das bombas que vai recalcar a água para os reservatórios do Setor Universitário.

Este arranjo proporcionará uma economia permanente de energia elétrica da ordem de 600 HP. O custo destas obras será de R$ 10 milhões, recursos como os demais também já devidamente alocados.

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