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11/12/09 - Chuva forte provoca estragos na Rua Campinas

Grande volume de chuvas em um único dia provoca estragos na região do córrego Vaca Brava.

Fonte: Renato Rodrigues

O volume das chuvas nos dez primeiros dias do mês de dezembro deste ano foi proporcional à metade da quantidade de água prevista para cair durante todo o mês corrente. O dia 6 de dezembro foi considerado pelo Instituto Nacional de Meteorologia em Goiânia (Inmet) o dia mais chuvoso do ano, quando foi registrado 107,6 mm/m² de chuva.

A média de precipitação para todo o mês era de 258,8 mm/m². Uma das regiões afetadas pela intensidade das chuvas foi a Rua Campinas, na Vila Americano do Brasil, próximo ao Hospital Santa Casa de Misericórdia de Goiânia.  Parte do bueiro que fica ao lado da ponte do córrego Vaca Brava cedeu ocasionando uma grande erosão no local. A equipe da Companhia Urbana de Urbanização (Comurg) constatou que a erosão causou desbarrancamento da encosta e engoliu parte do asfalto da via. Um muro, que havia sido construído na ponte e que tinha 15 metros de comprimento também caiu.

É possível perceber que o transtorno reflete uma realidade encontrada em várias outras regiões da Capital: a ocupação desordenada do ambiente urbano em áreas de fundos de vale. Para conter a erosão e barrar seu avanço, a Agência Municipal de Obras (Amob) fez uma barreira de pedras no local. O objetivo da barreira é evitar que novos desbarrancamentos aconteçam e evitar que o terreno seja levado pela força da água em dias de fortes chuvas.

O Código Florestal Brasileiro considera Áreas de Preservação Permanente (APP) as florestas e demais formas de vegetação situadas ao longo de rios ou quaisquer cursos d’água situadas a 30 metros da margem de cursos de menos de 10 metros de largura, como é o caso do córrego Vaca Brava. Assim, toda a área ocupada ao longo do leito do manancial desde o Parque Vaca Brava, no Setor Bueno, até seu encontro com o córrego Cascavel, no Setor Sudoeste, não deveria por lei estar urbanizada.

Tanto na Rua Campinas, quanto em ruas adjacentes, é possível notar que a vegetação natural das margens do Vaca Brava foi retirada. As encostas estão tomadas por erosões, barrancos solapados e o leito do manancial está assoreado. O córrego é considerado por especialistas uma importante bacia de captação pluvial de Goiânia. Ele recebe a água das partes altas do Setores Bueno, Jardim América e Nova Suíça.

Por ser uma área de intensa especulação imobiliária e elevado índice de ocupação populacional, sua bacia está quase que completamente impermeabilizada. Desta forma, a água que deveria infiltrar no solo escorre rapidamente e em alguns pontos, forma alagamentos.

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Chuva forte provoca estragos na Rua Campinas

Grande volume de chuvas em um único dia provoca estragos na região do córrego Vaca Brava.

Por Renato Rodrigues

O volume das chuvas nos dez primeiros dias do mês de dezembro deste ano foi proporcional à metade da quantidade de água prevista para cair durante todo o mês corrente. O dia 6 de dezembro foi considerado pelo Instituto Nacional de Meteorologia em Goiânia (Inmet) o dia mais chuvoso do ano, quando foi registrado 107,6 mm/m² de chuva.

A média de precipitação para todo o mês era de 258,8 mm/m². Uma das regiões afetadas pela intensidade das chuvas foi a Rua Campinas, na Vila Americano do Brasil, próximo ao Hospital Santa Casa de Misericórdia de Goiânia.  Parte do bueiro que fica ao lado da ponte do córrego Vaca Brava cedeu ocasionando uma grande erosão no local. A equipe da Companhia Urbana de Urbanização (Comurg) constatou que a erosão causou desbarrancamento da encosta e engoliu parte do asfalto da via. Um muro, que havia sido construído na ponte e que tinha 15 metros de comprimento também caiu.

É possível perceber que o transtorno reflete uma realidade encontrada em várias outras regiões da Capital: a ocupação desordenada do ambiente urbano em áreas de fundos de vale. Para conter a erosão e barrar seu avanço, a Agência Municipal de Obras (Amob) fez uma barreira de pedras no local. O objetivo da barreira é evitar que novos desbarrancamentos aconteçam e evitar que o terreno seja levado pela força da água em dias de fortes chuvas.

O Código Florestal Brasileiro considera Áreas de Preservação Permanente (APP) as florestas e demais formas de vegetação situadas ao longo de rios ou quaisquer cursos d’água situadas a 30 metros da margem de cursos de menos de 10 metros de largura, como é o caso do córrego Vaca Brava. Assim, toda a área ocupada ao longo do leito do manancial desde o Parque Vaca Brava, no Setor Bueno, até seu encontro com o córrego Cascavel, no Setor Sudoeste, não deveria por lei estar urbanizada.

Tanto na Rua Campinas, quanto em ruas adjacentes, é possível notar que a vegetação natural das margens do Vaca Brava foi retirada. As encostas estão tomadas por erosões, barrancos solapados e o leito do manancial está assoreado. O córrego é considerado por especialistas uma importante bacia de captação pluvial de Goiânia. Ele recebe a água das partes altas do Setores Bueno, Jardim América e Nova Suíça.

Por ser uma área de intensa especulação imobiliária e elevado índice de ocupação populacional, sua bacia está quase que completamente impermeabilizada. Desta forma, a água que deveria infiltrar no solo escorre rapidamente e em alguns pontos, forma alagamentos.

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