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11/12/09 - Ação humana causa transtornos com a chegada das chuvas

O grande volume de chuva que vem ocorrendo nos últimos dias tem trazido preocupações, tudo por causa da interferência humana no meio ambiente.

Fonte: SNGER - Goiânia em Rede

Após uma longa estiagem, as chuvas estão de volta, mudando a paisagem nas praças, parques e jardins, que sai de uma cor cinzenta e vai para o verde intenso. Mesmo que tardias, as chuvas são consideradas providenciais por muitos, pois suprem necessidades biológicas, auxiliam em melhores condições ambientais, favorecem a produção de alimentos.

Mas por outro lado, o grande volume de chuva que vem ocorrendo nos últimos dias tem trazido preocupações, tudo por causa da interferência humana no meio ambiente. O lixo jogado nas nascentes, rios e mananciais vêm ocasionado enchentes e alagamentos que resultam em estragos, principalmente às comunidades mais carentes da população.

“A natureza não tem culpa nesses prejuízos”, ressalta Celma Alves, gerente de Manejo de Resíduos Sólidos da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma). Para ela, o homem ao longo de sua existência tem alterado a dinâmica do meio ambiente, com produção do volume de resíduos acima do normal. “È assustador a quantidade de resíduos que a população produz hoje”, assinala. Celma lembra ainda que a maior parte do lixo produzido nas cidades acaba sendo lançada nos corpos hídricos – bueiros – provocando entupimento de redes de galerias desvios e assoreamentos.

A falta de conscientização da grande maioria da população, em não dar destinação adequada aos detritos que produz, faz com que o lixo se torne um problema ambiental. 'Ao lançar uma lata no chão, principalmente na época de chuvas, a pessoa que faz isso não tem consciência de esse objeto vai parar dentro de um bueiro, juntando-se a inúmeros outros detritos, entupindo bueiros, causando transbordamento, inundações, erosões e vários outros problemas”, avalia.

Mas Celma pondera, que tanto o Poder Público quanto boa parte da população, não têm se isentado de suas responsabilidades quando a questão é cuidar do meio ambiente. “Hoje conseguimos perceber claramente que existe um envolvimento maior das pessoas. Cada vez mais a educação ambiental é tema de debates, palestras, trabalhos e outros”, afirma. Para a gerente, as chuvas fortes do início desse verão trazem mais que uma alerta. “Um recado de pedido de socorro, dos problemas que ‘elas’ nos causam, são respostas na maioria das vezes, às agressões que o próprio homem vem fazendo contra os recursos naturais”, completa.

Colete Seletiva

A Prefeitura de Goiânia lançou recentemente o projeto Coleta Seletiva de porta em porta, que possibilitará uma grande redução de resíduos que no lugar de serem encaminhados para o Aterro Sanitário da capital, serão doados à cooperativas de reciclagem e associações de catadores de papel, cadastradas na Prefeitura. “Ações como essas, evitam problemas nas ruas da capital goiana e prolonga a vida útil do aterro”, salienta Celma.

Conforme Celma, a coleta seletiva em Goiânia tem um cunho ambiental que por consequência gera emprego e renda às cooperativas cadastradas no programa. “Hoje a Amma tem uma série de oficinas que ensinam a confeccionar utensílios domésticos e até móveis com a garrafa pet recolhida na coleta seletiva da capital”, a gerente ressalta que o apoio da população é decisivo para que o programa atinja o objetivo proposto.

Reportagem: Mauro Júnio

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Ação humana causa transtornos com a chegada das chuvas

O grande volume de chuva que vem ocorrendo nos últimos dias tem trazido preocupações, tudo por causa da interferência humana no meio ambiente.

Por SNGER - Goiânia em Rede

Após uma longa estiagem, as chuvas estão de volta, mudando a paisagem nas praças, parques e jardins, que sai de uma cor cinzenta e vai para o verde intenso. Mesmo que tardias, as chuvas são consideradas providenciais por muitos, pois suprem necessidades biológicas, auxiliam em melhores condições ambientais, favorecem a produção de alimentos.

Mas por outro lado, o grande volume de chuva que vem ocorrendo nos últimos dias tem trazido preocupações, tudo por causa da interferência humana no meio ambiente. O lixo jogado nas nascentes, rios e mananciais vêm ocasionado enchentes e alagamentos que resultam em estragos, principalmente às comunidades mais carentes da população.

“A natureza não tem culpa nesses prejuízos”, ressalta Celma Alves, gerente de Manejo de Resíduos Sólidos da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma). Para ela, o homem ao longo de sua existência tem alterado a dinâmica do meio ambiente, com produção do volume de resíduos acima do normal. “È assustador a quantidade de resíduos que a população produz hoje”, assinala. Celma lembra ainda que a maior parte do lixo produzido nas cidades acaba sendo lançada nos corpos hídricos – bueiros – provocando entupimento de redes de galerias desvios e assoreamentos.

A falta de conscientização da grande maioria da população, em não dar destinação adequada aos detritos que produz, faz com que o lixo se torne um problema ambiental. 'Ao lançar uma lata no chão, principalmente na época de chuvas, a pessoa que faz isso não tem consciência de esse objeto vai parar dentro de um bueiro, juntando-se a inúmeros outros detritos, entupindo bueiros, causando transbordamento, inundações, erosões e vários outros problemas”, avalia.

Mas Celma pondera, que tanto o Poder Público quanto boa parte da população, não têm se isentado de suas responsabilidades quando a questão é cuidar do meio ambiente. “Hoje conseguimos perceber claramente que existe um envolvimento maior das pessoas. Cada vez mais a educação ambiental é tema de debates, palestras, trabalhos e outros”, afirma. Para a gerente, as chuvas fortes do início desse verão trazem mais que uma alerta. “Um recado de pedido de socorro, dos problemas que ‘elas’ nos causam, são respostas na maioria das vezes, às agressões que o próprio homem vem fazendo contra os recursos naturais”, completa.

Colete Seletiva

A Prefeitura de Goiânia lançou recentemente o projeto Coleta Seletiva de porta em porta, que possibilitará uma grande redução de resíduos que no lugar de serem encaminhados para o Aterro Sanitário da capital, serão doados à cooperativas de reciclagem e associações de catadores de papel, cadastradas na Prefeitura. “Ações como essas, evitam problemas nas ruas da capital goiana e prolonga a vida útil do aterro”, salienta Celma.

Conforme Celma, a coleta seletiva em Goiânia tem um cunho ambiental que por consequência gera emprego e renda às cooperativas cadastradas no programa. “Hoje a Amma tem uma série de oficinas que ensinam a confeccionar utensílios domésticos e até móveis com a garrafa pet recolhida na coleta seletiva da capital”, a gerente ressalta que o apoio da população é decisivo para que o programa atinja o objetivo proposto.

Reportagem: Mauro Júnio

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