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Sacolas Plásticas - Uma praga silenciosa

Fonte: Ernesto Renovato
Em: 30/09/09

Nas minhas expedições ao longo do mananciais que cortam minha cidade, Goiânia, e acompanhando uma reportagem do SPTV da Rede Globo, produzida em parceria com o IPT, instituto que mede os níveis de oxigênio ao longo do rio Tietê, pude perceber  um problema tão grave quanto o esgoto que é lançado no rio: o lixo. O conteúdo do lixo é bastante variado e o que mais aparece é aquilo que bóia, as garrafas plásticas.

Outro item que passou a fazer parte de nosso dia a dia e quase não percebemos a sua ação no meio ambiente. Quem hoje em dia se vê sem a praticidade das sacolas plásticas? A utilidade delas não se resume apenas a carregar as compras de supermercado ou da feira. Semelhante às esponjas de aç, parece-me que as sacolas plásticas também tem 1001 utilidades. Na chuva servem para proteger os cabelos escovados contra os respingos e protegem os pés dos motociclistas. Nas residencias em que que produz pouco lixo também elas servem como alternativa aos sacos plásticos convencionais.

Como se percebe, a sacola plástica se tornou multiuso. Porém a face mais negra desta prática poucas pessoas conhecem: elas passaram a ocupar um espaço que antes não pertenciam a elas. Estão espalhadas pelas ruas, pelas, dentro dos rios, em cima de árvores ou até onde a vista pode alcançar. Elas representam atualmente um grave problema ambiental. Podem ser engolidas por animais, entupir canalizações, contribuindo para enchentes, já que levam cerca de 300 anos para serem degradadas e as 1001 utilidades também passaram a se tornar 1001 problemas.

A meu ver deveria se cobrar pelo uso das sacolas plásticas, ou de uma forma mais rígida, deveria se criar uma lei proibindo ou limitando sua utilização para qualquer fim. Em alguns países e até mesmo em algumas cidades brasileiras isso já está se tornando uma realidade. É uma boa ação que precisa ser copiada nos quatro cantos de nosso país e do planeta. Se antes conseguíamos viver sem essa comodidade, nada nos impede que passemos a conviver novamente sem ela.



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Por Ernesto Renovato

Nas minhas expedições ao longo do mananciais que cortam minha cidade, Goiânia, e acompanhando uma reportagem do SPTV da Rede Globo, produzida em parceria com o IPT, instituto que mede os níveis de oxigênio ao longo do rio Tietê, pude perceber  um problema tão grave quanto o esgoto que é lançado no rio: o lixo. O conteúdo do lixo é bastante variado e o que mais aparece é aquilo que bóia, as garrafas plásticas.

Outro item que passou a fazer parte de nosso dia a dia e quase não percebemos a sua ação no meio ambiente. Quem hoje em dia se vê sem a praticidade das sacolas plásticas? A utilidade delas não se resume apenas a carregar as compras de supermercado ou da feira. Semelhante às esponjas de aç, parece-me que as sacolas plásticas também tem 1001 utilidades. Na chuva servem para proteger os cabelos escovados contra os respingos e protegem os pés dos motociclistas. Nas residencias em que que produz pouco lixo também elas servem como alternativa aos sacos plásticos convencionais.

Como se percebe, a sacola plástica se tornou multiuso. Porém a face mais negra desta prática poucas pessoas conhecem: elas passaram a ocupar um espaço que antes não pertenciam a elas. Estão espalhadas pelas ruas, pelas, dentro dos rios, em cima de árvores ou até onde a vista pode alcançar. Elas representam atualmente um grave problema ambiental. Podem ser engolidas por animais, entupir canalizações, contribuindo para enchentes, já que levam cerca de 300 anos para serem degradadas e as 1001 utilidades também passaram a se tornar 1001 problemas.

A meu ver deveria se cobrar pelo uso das sacolas plásticas, ou de uma forma mais rígida, deveria se criar uma lei proibindo ou limitando sua utilização para qualquer fim. Em alguns países e até mesmo em algumas cidades brasileiras isso já está se tornando uma realidade. É uma boa ação que precisa ser copiada nos quatro cantos de nosso país e do planeta. Se antes conseguíamos viver sem essa comodidade, nada nos impede que passemos a conviver novamente sem ela.

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